O fator Manuela D’Ávila

Manu

Manuela D’Ávila / Reprodução Facebook

Tenho acompanhado a deputada gaúcha e pré-candidata à presidência Manuela D’Ávila (PCdoB) nas redes sociais. É, sem dúvida, um fenômeno de comunicação. Talvez isso explique ter sido, desde o início, um fenômeno de votos no RS. Foi a vereadora de Porto Alegre mais votada, a deputada estadual e federal mais votada, e quando decidiu voltar a concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa – para priorizar a maternidade –, repetiu o feito.

Manuela, 36 anos, tem conseguido dialogar com públicos de diferentes faixas etárias, e seus vídeos em que comenta as manifestações dos internautas ou os acontecimentos da política nacional viralizam em poucas horas. Um vídeo publicado em janeiro deste ano em que critica a participação de Michel Temer em um programa de televisão em pouco tempo teve quase dois milhões e quatrocentas mil visualizações.

Percebe-se, pela movimentação de suas redes sociais, que a pré-candidata começa a incomodar grupos conservadores ligados a políticos da direita. A cada nova publicação, são inúmeras as manifestações de seus opositores. Poucas são as mensagens que se propõem a discutir ou contrapor suas ideias, a grande maioria possui conteúdo ofensivo, ou que tentam desqualificar sua atuação por defender os direitos das mulheres e da população LGBT. Embora defenda uma política voltada para a valorização dos trabalhadores, a alcunha de comunista também costuma ser usada pelos opositores para tentar amedrontar, em vão, seu crescente número de apoiadores.

Defensora de um referendo para revogar as medidas de Michel Temer, a pré-candidata, ainda pouco conhecida no Brasil, tem intensificado sua agenda de viagens pelo país. No final de 2017 passou pelo Pará e pela Bahia. Recentemente esteve em Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. E a cada cidade que visita percebe-se um grande número de pessoas nos eventos dos quais participa. Talvez influenciados pela sua fala nestes encontros (sempre ovacionada), talvez conquistados pelos vídeos e lives que costuma fazer, cresce a cada semana o número de seguidores em suas redes sociais, com convites para que a pré-candidata visite os Estados do Norte e do Nordeste.

Por onde passa, como não podia ser diferente, a imprensa tem se mostrado curiosa não só em relação à ela, mas também em relação à sua pré-candidatura. Em Recife e em São Paulo, das entrevistas que concedeu, transmitidas ao vivo pelos veículos de comunicação, evidenciou-se a surpresa dos interlocutores com a firmeza de seus posicionamentos e com a defesa de suas ideias, ficando claro que alguns dos entrevistadores não estavam muito preparados para lidar com as respostas da pré-candidata gaúcha.

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