Quando é normal enlouquecer – Traumas Psicológicos e Transtornos de Estresse Pós-traumático

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Claudia Frey é psicóloga clínica, terapeuta EMDR e coach, em Heidelberg, Alemanha. Especialista em Trauma Psicológico, supervisora, docente, presidente do conselho avaliativo e membro do conselho do Institut für Verhaltenstherapie Kurpfalz em Mannheim, na área de terapia cognitivo-comportamental. Por intermédio da psicóloga gaúcha Elsa Timm, esteve recentemente no Rio Grande do Sul a convite da Sociedade de Medicina de São Lourenço do Sul, onde palestrou para um público formado por profissionais da área da saúde do estado e alguns convidados. Na oportunidade, dividiu sua experiência de 23 anos de atuação em Heidelberg, e trouxe as novidades recentes do Congresso Anual da Organização do EMDR da Alemanha, que aconteceu em maio, em Dresden. O evento teve como principal conferencista o psicólogo norueguês Bjorn Aasen, que falou sobre “trauma transgeracional” e seus tratamentos, relatando também estudos de casos relacionados aos traumas dos sobreviventes do massacre da ilha de Utoya (Noruega), em julho de 2011.

Erika vai enlouquecer?

Dra. Claudia Frey conheceu a enfermeira Erika quando esta tinha 48 anos e havia permanecido internada em uma clínica psiquiátrica durante os últimos três meses com o diagnóstico de uma depressão profunda. Após este período, Erika dizia sentir-se melhor, mas tinha muita dificuldade de concentração, e principalmente para se levantar da cama de manhã. Não conseguia imaginar-se trabalhando novamente oito horas diárias.

Qual foi a causa da depressão de Erika?

– Foi ridículo. Mas eu não suportava mais a minha chefa! Disse ela à psicóloga. E a última discussão foi demais para mim – acrescentou. 

Algumas semanas antes de seu colapso nervoso, a nova chefa de Erika mostrara-se imprevisível. Nunca se sabia o que ela desejava. O que considerava certo em um momento, em outro não o era. Irritava-se facilmente, gritando e reprimindo a todos os funcionários. Erika caiu aos prantos durante o trabalho. Nos últimos trinta anos passara por experiências difíceis, conseguindo superá-las. Cinco anos antes, sua casa havia incendiado. Na sequência, seu marido ficou desempregado. Certamente situações bem piores que “uma chefa ruim”. Em todas as ocasiões havia superado tudo com a ajuda do marido. Mas agora não conseguia mais. Erika estava esgotada. Não conseguia dormir à noite, muito menos levantar da cama pela manhã. Sentia-se inútil e inferiorizada, não vislumbrando uma saída para essa situação.

Por que Claudia fala de Erika? Porque é um exemplo típico de uma paciente depressiva. Após ter conversado com Erika, ficou claro para Claudia que ela sofria de pesadelos horríveis, desencadeados por tudo o que havia lhe relatado. Com os gritos constantes da chefa, Erika passou a ter pesadelos com seu padrasto, onde este a perseguia. Os pesadelos remetiam-lhe à infância. Seu padrasto era agressivo e alcoólatra. Muitas vezes, no papel de filha mais velha, Erika precisou chamar a polícia para proteger seus irmãos mais novos e a mãe de suas agressões. Dos oito aos dezesseis anos Erika fora abusada sexualmente por ele. Foi quando decidiu sair de casa.  Teve um marido dedicado e três filhos maravilhosos. Estava realizada profissionalmente. Por trinta anos tentou esquecer o que havia lhe acontecido. Conseguiu, de forma incrível, superar todo o passado difícil. E de repente, uma chefa incompetente chega e termina com sua paz. Por que isso aconteceu?

Claudia chama a esse fenômeno de “quando o frasco de veneno é aberto”. Erika passa por coisas terríveis durante sua infância e adolescência. Esconde todas as suas experiências negativas dentro de um “frasco”, fechando-o muito bem. Décadas mais tarde, um turbilhão de sucessivos acontecimentos a enfraquece: sua casa incendeia e o marido fica desempregado. Consegue superar os golpes do destino trabalhando em tempo integral, sustentando a família enquanto o marido cuida dos filhos. Então, encontram uma casa nova, e o marido volta a trabalhar. O frasco de veneno continua fechado. Mas, apesar dos progressos, Erika está mais fragilizada. Precisa esforçar-se muito para conseguir os mesmos resultados de antes. Mesmo não percebendo, a tampa do frasco começa a soltar-se. Exatamente neste momento sua nova chefa grita injustamente com ela, tal como fazia seu padrasto. E as velhas lembranças, os velhos sentimentos foram de novo acionados. O frasco de veneno se abre, e Erika não tem mais poder sobre suas terríveis recordações. Não consegue mais dormir, e logo que fecha os olhos, volta a reviver as agressões que sofria do padrasto aos 12 anos de idade como se acontecessem no agora. Ela sabe que nada disso é real, afinal, seu padrasto está morto há anos e não pode mais fazer-lhe mal. Mas a sensação é de perigo. Erika permanece constantemente tensa, sofrendo de um alto estresse. Torna-se depressiva e menos capacitada para o trabalho. Na clínica, conta para a Dra. Claudia Frey pela primeira vez sobre seus traumas.  Com o uso de medicação, há uma melhora no seu ânimo e na sua confiança, mas seus pesadelos não cessam, e os flashbacks continuam. Nos últimos meses tem fobia de locais com grande concentração de pessoas e de espaços pequenos. Cada vez mais se isola. Perde a vontade de viver. É bastante recorrente seu desejo de morte. Quando Claudia conheceu Erika, ela sentia muito medo de enlouquecer. Erika vai enlouquecer?

O que é um Trauma Psicológico e um transtorno de estresse pós-traumático?

Dra. Frey explica que um trauma psicológico pode ser um acontecimento ameaçador à própria existência.  É tão horrível que quase todos nós reagiríamos a ele com muita perturbação.  Um Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é, então, “uma reação normal a uma situação anormal”. Erika não irá enlouquecer. Ela está sofrendo sintomas de um TEPT. Quando as pessoas têm pesadelos constantes, flashbacks que as remetem a traumas passados, medo, estados de desespero e perda de controle, a sensação que se tem é a de se estar enlouquecendo. No entanto, a reação de Erika é considerada normal frente a todos os acontecimentos terríveis pelos quais passou durante sua infância e adolescência – revivendo todos os sintomas 30 anos depois.

A psicóloga afirma que um trauma não é em si um Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), e também não precisa necessariamente tornar-se um. Apenas parte das pessoas que passaram por traumas psicológicos desenvolvem realmente um TEPT. As demais pessoas desenvolvem os mesmos sintomas, mas com o tempo, depois de dias ou semanas, esses sintomas desaparecem. Neste caso, a própria “alma” se encarrega da cura.

A International Classification of Diseases ICD 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças – CID) define o Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) como uma reação tardia a um episódio ou situação de extrema carga emocional carregada de estresse; de dimensões excepcionais, causando ameaças cujas consequências podem ser descomunais.

Segundo a CID-10, as possíveis causas de acontecimentos traumáticos podem ser catástrofes naturais, como tsunami, queda de avião ou uma explosão; ou causadas pelo ser humano, como guerras, acidentes graves, abuso sexual, tortura, terrorismo e outras atrocidades, como testemunhar um crime violento.

Erika não podia se proteger ou fugir do padrasto que dela abusava sexualmente. Também sentia muito medo por sua mãe, que o padrasto violento a matasse. Muitas vezes pensou que ela mesma morreria. Todos esses acontecimentos ficaram armazenados, escondidos em algum lugar de sua memória passada. Com isso, foram preenchidos todos os pré-requisitos e características exigidas pela CID-10 para que fosse diagnosticada com o TEPT.

Dra. Frey ressalta a importância de sabermos que, mesmo que pessoas tenham experiências terríveis, não podem ser diagnosticadas com um TEPT se estas experiências não forem consideradas suficientemente ameaçadoras. Humilhação de um chefe e surras de um pai não são suficientes, segundo ela, para desencadear o transtorno. Mas a terapia de Tept pode ser eficiente no tratamento destes casos.

Fatores pessoais como ansiedades contínuas ou doenças psíquicas na história de vida do paciente podem originar um TEPT e até reforçar sua intensidade, mas não são suficientes para explicar o surgimento do distúrbio.

A psicóloga aponta alguns sintomas que são típicos do Transtorno de estresse pós-traumático, como sensação de sentir-se “anestesiado”, indiferença, falta de iniciativa e de participação no seu meio social, estado de irritabilidade, vigilância crescente, perturbações no sono e um estado permanente de alerta, medo e depressão frequentes, pensamentos suicidas. O elevado consumo de álcool e drogas pode tornar tudo bem mais complexo. Dra. Frey alerta que, infelizmente, essas substâncias agem em determinada área do cérebro, ajudando, em curto prazo, na diminuição dos sintomas, permitindo uma falsa sensação de bem estar.

Outro dado importante que a psicóloga traz diz respeito a uma pesquisa feita com ex-prisioneiros da Segunda Guerra Mundial, cujo resultado mostrou que nos primeiros seis anos após conquistarem a liberdade, a incidência de mortes por tuberculose entre essas pessoas foi nove vezes maior que o normal, considerando seu estado físico após avaliações médicas. Os índices de doenças cardíacas e câncer também eram significativamente mais altos que o normal. Anos mais tarde, cientistas norte- americanos também constataram uma ligação direta entre os sintomas do TEPT e o grande número de casos de morte por acidentes de veteranos da Guerra do Vietnã.

A causa do Trauma é de suma importância para o tratamento de um Transtorno de estresse pós-traumático

Dra. Frey diz que identificar a origem do TEPT é um diferencial importante na análise do desenvolvimento da gravidade da doença. Catástrofes naturais podem acabar com nossa confiança no mundo, mesmo assim, parecem afetar menos a maioria das pessoas que os “desastres causados pelo homem”, como um abuso sexual, um atentado terrorista ou uma chacina. A psicóloga aponta que a violência sexual é a causa mais frequente de um TEPT. É muito mais fácil superarmos um “golpe do destino”, como catástrofes, do que aqueles acontecimentos de ordem pessoal, que nos fazem perder a confiança em alguém. Ser uma vítima “escolhida”, como no caso de um abuso sexual, é certamente um dos casos mais difíceis de ser superado.

Alguns Números

Estudos realizados na Alemanha mostram que cerca de 28% das mulheres e 20% dos homens já passaram por situações traumáticas no decorrer de suas vidas. Nos EUA, fala-se de 50% a 90%. Porém, a probabilidade dos traumas psicológicos é muito maior em regiões onde existem catástrofes naturais ou guerras. Também é mais fácil desenvolvê-los em culturas com um alto índice de criminalidade, violência contra mulheres, crianças, e contra minorias.

Após quatro semanas da situação desencadeadora do trauma, 20% das pessoas já sentem os sintomas do TEPT. Após seis meses, esse número aumenta para 30%.  Com o passar do tempo, se não houver tratamento, haverá casos de cura espontânea, ou de um desenvolvimento crônico, agravando o problema. Dois anos após uma experiência traumática, 30% dessas pessoas não desenvolveram um TEPT, mas uma forte depressão. Outros 20% sofreram algum distúrbio alimentar. Ao mesmo tempo sabe-se que 30% dos pacientes que sofrem de depressão também preenchem os pré-requisitos de um TEPT, e 50% dos pacientes sofrem de algum tipo de dor crônica.  Em muitos pacientes, durante os primeiros dois anos após o acontecido, há um aumento significativo no consumo de álcool e de medicação.

O que aconteceu com Erika? Como se dá o “mecanismo” por trás de um Transtorno de estresse pós- traumático?

Segundo a psicóloga, o TEPT é uma tentativa do organismo de superar situações traumáticas e ameaçadoras à própria existência. Em situações críticas, como alternativa de sobrevivência, o trauma, ou problema, é “conduzido para algum lugar distante”, “encapsulado, guardado em alguma parte inacessível do cérebro” segundo o lema “vou cuidar disso quando tiver condições”. Nosso corpo e nossa alma estão munidos de mecanismos de defesa e, sempre que necessário, afastam tudo o que em determinado momento for insuportável e representar perigo de vida. Dra. Frey afirma que todos nós desenvolvemos esse mecanismo de defesa, que é uma tentativa de sobrevivência. Fato é que, em caso de muito estresse, armazenamos nossas lembranças em determinada área do cérebro que não a de costume. Esta área não nos é, em “estado normal”, acessível.

A psicóloga comenta que algumas pessoas referem-se ao transtorno de estresse pós-traumático como se este fosse uma “doença crônica da alma”. Os sintomas não desaparecem. Os flashbacks tornam os traumas reais e atuais. É como se a pessoa estivesse novamente dentro da catástrofe. Catástrofe esta que há muito deixou de existir.  Infelizmente reviver os traumas por meio de flashbacks e pesadelos é tão amedrontador como quando na época de seus acontecimentos. Segundo Dra. Frey, uma terapia convencional pode não ajudar nestes casos. Uma conversa sobre o trauma com uma pessoa querida ou até mesmo com um psicoterapeuta é, na maioria das vezes, apenas um novo reviver do trauma.

Como vimos no exemplo de Erika, é bem possível que sua ferida na alma estivesse há anos “escondida em uma cápsula”. É um mecanismo de proteção que desenvolvemos para sobreviver a situações específicas em tempos difíceis. E por diferentes motivos, como que inesperadamente, a cápsula se rompe e o trauma ressurge.

Tratamento de um Transtorno de estresse pós-traumático

Na Alemanha, por muito tempo o tratamento de um Transtorno de estresse pós-traumático era iniciado imediatamente após o ocorrido. Depois dos incidentes, paciente e terapeuta sentavam-se juntos para falar. Pensava-se que assim a ajuda seria efetiva.  Essa experiência, porém, não foi positiva. Hoje em dia sabe-se que não se deve oferecer, nestes casos, uma psicoterapia antes de quatro semanas da ocorrência do trauma.

O EMDR (Eye Movement Desensization and Reprocessing), utilizado logo após o episódio desencadeador de um trauma parece ter um impacto preventivo, diminuindo o surgimento de sintomas de um Transtorno de estresse pós-traumático. Para a psicóloga, não se pode ter como base as primeiras reações do paciente logo após um trauma psicológico. Nestes casos, a profissional recomenda, juntamente com o EMDR, um suporte humano com conversas não diretivas de apoio, auxílio no atendimento de suas necessidades básicas (calor, comida, bebida quente etc), mediação de informações reguladas (o que aconteceu realmente?), mediação de segurança, possível medicação, ajuda em obrigações pendentes (no trabalho, com a família).

Psicoterapia

O uso de medicação no tratamento do TEPT é importante, mas não é tudo. Como sempre, existem muitas alternativas. O melhor resultado alcançado no tratamento de traumas se dá por uma terapia cognitivo-comportamental, melhor ainda utilizando o EMDR. Nos casos de violência doméstica e sexual é de suma importância não existir contato com o agressor durante a psicoterapia. Para o psicoterapeuta precisa ficar claro que para se trabalhar traumas psicológicos devem-se considerar vários aspectos associados à lembrança do trauma, como imagens, cheiros e sons. É importante, quando se trata de traumas psicológicos, falar sobre todos os aspectos possíveis com os pacientes. Para, com isso, poder-se montar o quebra-cabeça e trabalhá-lo.

O EMDR (Eye Movement Desensization and Reprocessing)

Esse método é usado desde 1995 no tratamento do Transtorno de estresse pós-traumático. É também muito utilizado nos tratamentos contra depressão, fobias e de transtornos somatoformes, quando originados por traumas psicológicos.  O EMDR é atualmente o método mais estudado dentre os psicoterapeutas, sendo seus resultados infinitamente satisfatórios. No caso de um TEPT ele também mostra resultados superiores a outros métodos, inclusive à medicação.

Como funciona um EMDR? Primeiramente a situação estressante será tratada segundo regras terapêuticas determinadas.  Após isso, o paciente passa a ser “estimulado bilateralmente” pelo terapeuta, que posiciona seu dedo em frente ao rosto do paciente, na altura dos olhos. O paciente, estimulado ou conduzido pelo profissional, segue com seus olhos em movimentos oculares rápidos de um lado para o outro. Ainda não se sabe ao certo qual é seu mecanismo de ação, mas há uma forte suposição de que este método imite a fase REM (Rapid Eye Movement) do sono. Com isso, o paciente trabalha aspectos importantes do trauma presentes no seu íntimo.

Após uma bem sucedida sessão de EMDR, o paciente lembra-se de detalhes do episódio traumático, mas estes não o molestam mais emocionalmente. Durante o método, também é comum os pacientes lembrarem-se de novos detalhes, resgatando novas informações.

Dra. Frey afirma ter alcançado enorme sucesso utilizando o EMDR em casos de pacientes com traumas graves. Após a primeira sessão, Erika relatou para a psicóloga que depois de muito tempo conseguiu entrar em um elevador sem sentir pânico, e o medo de aglomerações de pessoas sumiu completamente. Os pesadelos com sua chefa e com seu padrasto desapareceram somente quando tratados com o método do EMDR, voltando então a dormir profundamente.

Para finalizar, Dra. Frey falou do fato de a Alemanha, nos últimos cem anos, ter provocado duas guerras mundiais, causando, com isso, muito sofrimento para a humanidade. Relatou que ainda hoje, setenta anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, atende pacientes que sofrem de doenças psíquicas causadas por pais ou avós traumatizados pelos efeitos da guerra. Pais que nunca conversaram a respeito desse assunto e tinham ataques repentinos de ódio e violência contra seus filhos. Mães que perderam filhos e que não conseguiram amar os que ficaram, ou os amavam exageradamente. Setenta anos após o término da guerra, a psicóloga sente os resquícios deste terrível evento em muitos exemplos de traumas que trata em seu consultório.

A profissional está convencida de que o trabalho com pessoas traumatizadas não é apenas um trabalho cujos resultados positivos são importantes para o paciente, mas principalmente porque beneficiam também as gerações futuras. Para ela, isso é válido igualmente para o Brasil, porque se quisermos fazer algo contra a violência social bastante comum no país, precisamos estar atentos, eliminando a possibilidade de as pessoas continuarem sendo perseguidas pelos “fantasmas do passado”. 

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