Histórias do Brique: O Ateliê Breno Caldasso

Nascido no dia 25 de abril de 1966, em Camaquã, Breno Caldasso desde criança gostou das artes visuais. Ainda menino foi coroinha da igreja, e se encantava com as imagens sacras e afrescos, mas principalmente com o colorido e o brilho dos vitrais. Incentivado pelos familiares, sempre soube como construiria sua trajetória. Bastava que colocassem em suas mãos alguns lápis de cor, papel e tesoura, que ele sumia por horas, entretido com seus desenhos e recortes. A criança cresceu e o jovem não perdeu o interesse, passando a experimentar, por curiosidade, a pintura a óleo sobre tela. Um trabalho ingênuo, mas que para sua surpresa, lhe rendeu o segundo lugar na Exposição 7ª Arte CEEE, concurso que premiava artistas concorrentes de todo o Estado.

Ao completar 18 anos, não teve como escapar do serviço militar, e tão logo descobriram seu talento, colocaram-no para fazer os cartazes das aulas e cursos, atividade bem mais agradável que a limpeza dos banheiros e outros serviços pesados realizados pelos colegas. Passado o período do quartel, o jovem decide vir para perto de Porto Alegre. Viveu por um tempo na cidade de Canoas, onde terminou o ensino médio e fez um curso de desenho arquitetônico. Em seguida, começou a trabalhar com projetos de estandes para feiras, passando por várias empresas de arquitetura. Anos mais tarde, já residindo em Porto Alegre, a experiência adquirida nesse ramo lhe ajudou quando ingressou no Curso Técnico de Decoração e Design da Escola Ernesto Dorneles, que o habilitou ao credenciamento no CREA.

Ao abdicar de sua função junto às empresas de arquitetura, sabia que queria fazer alguma coisa por conta própria. Foi quando resolveu ser artesão. Pesquisou muitas matérias-primas, até chegar àquelas que podiam expressar melhor a sua arte, e ser rentável ao mesmo tempo. Primeiro, escolheu o vidro, que lhe fascina pelo brilho, cores intensas, transparência, fragilidade e versatilidade, mas também por ser trabalhado por poucas pessoas.

Com o Ateliê Breno Caldasso funcionando a todo vapor, precisava agora escoar a produção. Onde? Como? Quando? A resposta: o Brique da Redenção, cantado em verso e prosa, sem dúvida, era o melhor lugar. E desde que passou pelo processo seletivo, já se vão nove anos atendendo no box 128. Sente orgulho em fazer parte de um dos cartões postais da cidade, e em momento algum se arrepende da escolha que fez.  Apesar de vender no Brique apenas peças produzidas exclusivamente em vidro, Breno trabalha também com cerâmica, tendo participado de exposições coletivas na Sala Augusto Meyer da Casa de Cultura Mario Quintana, na Galeria Iberê Camargo da Usina do Gasômetro, no Memorial do RS; e em cidades como Santo Antônio da Patrulha e Dois Irmãos. Hoje divide seu tempo entre o artesanato, as artes plásticas e a decoração de interiores.

Artigo publicado na página 2 do Correio do Povo, de Porto Alegre, edição do dia 18 de abril de 2012.

Um comentário sobre “Histórias do Brique: O Ateliê Breno Caldasso

  1. Este é o meu primo que eu adoro, carinhoso, competente, criativo… que eu admiro muito gente! Bjshttp://christianlgoldschmidt.wordpress.com/2012/03/26/historias-do-brique-o-atelier-breno-caldasso/#comment-form-load-service:Twitter

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s