Brique da Redenção.

Toda a beleza, criatividade e arte dos artesãos do Brique da Redenção.

O Brique da Redenção faz uso de um espaço público que pertence a todos os porto-alegrenses. Localizado ao lado do Parque Farroupilha, na Avenida José Bonifácio, funciona sempre aos domingos, desde as primeiras horas da manhã, até o final do dia. Fundado em 1978 como Mercado das Pulgas (antiquários), em 1982 se integraram a ele o Arte na Praça (Artistas Plásticos) e a Feira de Artesanato do Bom Fim (Artesãos). A Associação dos Artesãos do Brique da Redenção (AABRE) foi criada em dezembro de 2000, e a partir de então se registrou a marca Brique da Redenção. Seu objetivo, entre outros, é criar e manter convênios com organizações interessadas no intercâmbio artesanal e cultural, em âmbitos municipal, estadual, nacional e internacional. Foi também a pioneira, no Brasil, na utilização coletiva de venda com cartões de crédito. Em 2005 foi sancionada a lei 12.344 que o declara integrante do Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul.

Em 2011, algumas iniciativas e projetos foram executados com o objetivo de proporcionar melhorias na estrutura da feira, como a instalação de estandes novos para cada um dos 182 artesãos e artistas, e a colocação de dois novos “portais” nas duas extremidades da Avenida José Bonifácio, facilitando a identificação do espaço por parte dos visitantes e turistas. Destacam-se ainda iniciativas na área da comunicação visual, com o lançamento de um novo site (www.briquedaredencao.com.br) e a distribuição de sacolas ecológicas e camisetas promocionais. Agora, para valorizar ainda mais o trabalho dos artesãos e artistas, a AABRE, na figura de seu presidente, Evilázio Rodrigues Domingos, e demais membros da comissão, não está poupando esforços, e já encaminhou ao Ministério da Cultura o projeto da I Bienal do Artesanato, que tem como proposta incentivar os integrantes do Brique a explorarem mais o seu talento e, como consequência, ao visitante, apreciar uma exclusiva seleção de peças de alta qualidade, desde a sua concepção, passando pelo processo de criação até o seu acabamento final. Assim, prevista para os meses de outubro e novembro deste ano, a realização da I Bienal do Artesanato só trará resultados positivos tanto para os expositores e para a Associação dos Artesãos do Brique da Redenção, como para os visitantes e para a cidade de Porto Alegre.

Os 182 artesãos e artistas integrantes do Brique da Redenção – e não só estes – têm, no contexto de nossa cidade e de nosso estado, uma importância fundamental, já que contribuem, a cada domingo de feira, com uma produção rica na sua diversidade e direcionada aos mais diferentes públicos, agregando valores artístico-culturais não só para nossa comunidade, mas para a sociedade como um todo.

Artigo publicado na página 2 do Correio do Povo, de Porto Alegre, edição do dia 12 de março de 2012.

4 comentários sobre “Brique da Redenção.

  1. Senhores, novamente entro em contato para informar uma triste e lamentável cena relacionada à questão do tal “Brique da Redenção” (com o “errezinho” de Marca Registrada). Ontem (27/05), havia um grupo de Arte Popular (o grupo “Levanta Favela” – levantafavela.blogspot.com e que possui participação junto à Casa de Cultura Mário Quintana) se apresentando exatamente no meio da rua (lembro que esta é “Rua de Lazer” segundo Lei Municipal). A população prontamente atendeu o chamamento do grupo e fez um grande círculo para ver o espetáculo, que nada mais apresenta que uma grande sátira relacionada à Copa do Mundo e à população, para que o povo possa se mobilizar em fazer, não somente assistir. É o uso da arte em prol da população (como Shaekespere), em praça pública. Bom, o registro da cena está no seguinte: uma das pessoas que integra a “comissão” do “Brique da Redenção” (com o “errezinho” de Marca Registrada) começou a circular o grupo e a coagir, informando que irá pedir à SMIC e à Polícia que os retire de lá, pelo simples fato de que a população, ao formar o grande círculo, ultrapassou os “limites” imaginários da circulação e venda dos produtos artesanais dos grandes artesãos que lá expõem todos os domingos no espaço do Canteiro Central da Av.José Bonifácio, onde os artesãos estão com o seu material exposto e à disposição para quem precisar e quiser adquirir. Lembro que há um tempo atrás, alguém me questionou a respeito dos nomes destas pessoas da tal comissão. Nomes não importam, e sim, fatos. E o fato principal é que a marca registrada Brique da Redenção está fazendo mal à arte, à cultura, ao lazer e ao entretenimento e, consequentemente, à população. Por isso alerto e falo tanto que o nome “Feira” une os artesãos e que este é “Feira de Artesanato do Bom Fim” que completou 30 anos no dia 25 de abril (e que foi noticiado pelo Correio do Povo, que disse que o “Brique completa 30 anos”, informando errôneamente a população a respeito da importante festividade, desculpe, novamente a população foi enganada pela Marca Registrada “Brique da Redenção”). Lembro e informo que, os princípios da “Feira de Artesanato do Bom Fim” são FAMÍLIA, ARTE, CULTURA, LAZER E ENTRENETIMENTO e depois a VALORIZAÇÃO COMERCIAL e, infelizmente, o princípio do “Brique da Redenção” (com o errezinho de Marca Registrada) é somente venda, venda e venda. Ademais, qual será a repercurssão do fato citado, já que no mesmo dia, após a apresentação, formou-se uma grande roda de diálogo e encontro entre atores mambenes de Porto Alegre e de São Paulo que estarão no evento Rio+20 e na Cultura dos Povos (que sentados ao chão, dialogaram e discutiram importantes pontos da Arte Popular)??? Por isso digo novamente, Brique da Redenção é Marca Registrada da POPULAÇÃO PORTOALEGRENSE, não de uma associação (que é uma empresa privada) e novamente falo… Privatizaram o espaço público sem questionar a população. Se procurarem um pouco mais, verão que desde 2006 (segundo Correio do Povo, que informou, segundo “presidente” de uma determinada associação, que o “Brique, antiga Feira do Bom Fim”)… Lembro que, em lei municipal, o nome da Feira é Feira de Artesanato do Bom Fim, e o Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Sul engloba todas as atividades que lá acontecem.

    Vídeo postado em: http://www.youtube.com/watch?v=UYhrcIwXpro

  2. Olá, bom dia à todos.

    Já faz muito tempo destas reportagens e gostaria de reposicionar os conteúdos dos comentários que realizei acerca do processo de Revitalização do “Brique da Redenção”.

    Recentemente, em uma conversa informal com o Sr.Valter Nagelstein, nos demos a oportunidade de reencontrar as informações acerca do processo e tive a oportunidade de perceber a idoneidade e a sinceridade deste nosso vereador de Porto Alegre e, finalmente, pude me orgulhar de ter nascido e participado da história do processo construtivo artesanal gaúcho.

    Tivemos pouco tempo, mas foi um período construtivo de opiniões e conhecimentos, onde pude finalmente, entregar o projeto original do “Patrimônio Cultural de Porto Alegre – Brique da Redenção”. Este projeto foi vislumbrado pela própria população que enxerga o espaço, todos os dias da semana e que contempla diversas atividades ao seu redor e que sugere adequações em algumas leis e alterações positivas aos estatutos dos eventos que lá acontecem..

    No espaço “Brique da Redenção” temos o Grupo Soeral, o Conselho do Parque, o Mercado Público do Bom Fim, Horti-fruticultores, artesãos, livreiros, antiquários, artistas plásticos, artistas de rua, indígenas e toda a comunidade ao redor, como moradores e associações comunitárias e, desta forma, o espaço “Bique da Redenção” é contemplado e vislumbrado por todos os que se apaixonam por algo mágico.

    É um espaço onde todas as expressões de arte são bem vindas, onde todas as tribos e comunidades são bem recebidas. É um espaço que permite grandes participações da sociedade, em uma demonstração de civilidade e cidadania e que foi e é administrado por todos os que frequentam.

    É um espaço que abre as portas de Porto Alegre para uma construção turística e que aprimora ainda os conceitos de participação familiar, seja na confecção de produtos, seja no seu frequentar.

    É um espaço onde famílias podem caminhar por uma feira (que são eventos realizadas aos sábados e domingos), fazer compras, apreciar obras de arte, construir amizades.

    O parque… ahhh, o parque da redenção… espaço amado pela população… espaço respeitado e construído por todos e para todos…

    Um verdadeiro caso de amor à Porto Alegre, que de braços abertos, recebe e aplaude o nosso patrimônio.

    “Patrimônio Cultural de Porto Alegre – Brique da Redenção”

    Cultura, Arte, Lazer e Entretenimento

    Um espaço de todos, para todos e com todos

    Marcos Josife de Medeiros Blauth
    Carteira de Artesão FGTAS: 65535

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