Jhonathan Pedroni

Jhonathan Pedroni nasceu em Vitória – ES, no dia 19 de setembro de 1985. Conhecemo-nos durante minha primeira internação no Hospital São Lucas da PUC, quando iniciei o tratamento contra um linfoma. Sua mãe, Dona Ereni Signori Pedroni, e seu tio e padrinho, Leonir Signori, um jovem comerciário de 60 anos já aposentado, estavam sempre com ele.

Em 1980, a gaúcha Ereni decidiu trabalhar como babá em Vitória. Lá conheceu José Bento Pedroni, Capixaba de Nova Venécia. Dois anos depois se casaram em Sarandi, na Paróquia N. S. de Lourdes. Após cinco anos na capital Capixaba, e com dois filhos – além de Jhonathan, o casal já tinha Charles – migraram para Presidente Médici – RO, onde viveram por seis anos. Com as crianças em idade escolar e os problemas de tráfico na região, pela segurança dos filhos, decidiram vir para Barra Funda, pequena cidade próxima a Sarandi, interior do RS. Ela passou a ser dona de casa. José Bento dedicou-se à agricultura e a criação de gado leiteiro.

Em dezembro de 2006, Jhonathan teve o primeiro diagnóstico de um tumor misto de células germinativas no testículo esquerdo, constituídas por teratoma (60%), carcinoma embrionário (30%) e seminoma (10%). Cursando o segundo ano de Educação Física, na Ulbra de Canoas, descobriu o problema, iniciando o tratamento quimioterápico no Hospital São Vicente de Paula, em Passo Fundo. Em setembro de 2007, veio para o São Lucas aprofundar as investigações: era um teratoma maduro. Eliminaram o linfoma e o carcinoma com quimioterapia. Em dezembro, sob o comando do Dr. Gustavo Franco Carvalhal, passou por uma cirurgia para retirada do teratoma, que estava comprimindo a aorta, quando foi necessária a substituição desta por uma veia artificial. Passou a se tratar com interferon três vezes por semana, por aproximadamente 18 meses. No total, foram três cirurgias diferentes. A última, uma cirurgia torácica realizada em 2009, conduzida pelo Dr. Ricardo Medeiros Pianta e pelo Dr. Marco Antônio Goldani.

No segundo semestre de 2009, retornou à universidade. Apesar dos períodos interrompidos pelo tratamento, se formou em janeiro de 2011. Teve uma grande festa. No final de agosto de 2011, quando dividimos o mesmo quarto, enquanto a mãe e o tio tomavam conta dele, seu irmão Charles ajudava o pai na propriedade de sete hectares, cuidando do rebanho de 25 cabeças de gado leiteiro. Nesse período, quando vinham visitá-lo, o pai sempre se emocionava. Ele mostrava-se forte. Alguns dias após minha primeira alta, “tio Leonir” telefonou comunicando-me de seu falecimento. Jhonathan nos deixou após quase cinco anos de luta, prestes a completar 26 anos. Ficou minha admiração e meu respeito por ele e pela sua família, lembrando-me de sua garra e de nunca tê-los visto reclamar.

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