Mobilizações Populares

De acordo com a agenda ambiental de Porto Alegre, no dia 4 de outubro comemoramos o Dia do Patrono da Ecologia, São Francisco de Assis; Dia Mundial dos Animais e da Natureza; Dia Interamericano das Águas e Dia Municipal de Proteção ao Animal. Tivemos no dia 02, o Dia do Habitat. Teremos no dia 05, o Dia das Aves; dia 12, Dia do Mar; dia 14, Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais, e por último, no dia 15, é a vez do Dia do Educador Ambiental.

Nosso Estado é berço do maior ambientalista que o Brasil já teve, José Antônio Lutzenberger, então, não é de espantar que nos últimos anos cresceram as mobilizações populares em defesa da causa ecológica. Temos no Rio Grande do Sul entidades já reconhecidas por suas lutas, como a Agapan, Amigos da Terra, Movimento Roessler e Fundação Gaia. Porém, a história recente nos apresenta um novo perfil de pessoas e instituições que surgiram em defesa da causa ambiental. Essas pessoas abraçaram a idéia depois de terem percebido que perderiam em qualidade de vida por verem comprometido o ambiente natural ao seu redor. O arquiteto Marcelo Ruas e o dentista Haeni Ficht (falecido no início deste ano) iniciaram sua luta em defesa da Rua Gonçalo de Carvalho, que teria sua arborização comprometida caso o novo teatro da OSPA fosse construído em terreno vizinho. Hoje, Marcelo preside a Amabi – Associação dos Amigos do Bairro Independência. Não muito diferente é a trajetória do engenheiro civil Paulo Vencato e da historiadora Alda Py Velloso, que se uniram a outros moradores, fundando o “Movimento Moinhos Vive” com o objetivo de preservar o patrimônio histórico, arquitetônico e ambiental. Entre suas recentes vitórias está a conquista da preservação do túnel verde da Rua Marquês do Pombal, no Bairro Moinhos de Vento. As árvores seriam derrubadas para a construção de um conduto, mas sob pressão da população e de técnicos como Vencato, foi comprovado ser desnecessário a retirada das árvores para a construção do mesmo.

É grande o número de datas voltadas às questões ambientais. Aumentam também as mobilizações populares que nascem da espontaneidade do povo, que não acredita em crescimento e desenvolvimento econômico sem a manutenção da qualidade de vida. É importante, porém, que nem as datas, nem as instituições que lutam pela ecologia sejam ignoradas ou esquecidas.

(Texto também publicado pelo Jornal do Comércio de Porto Alegre, no dia 04/10/2006)

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